As Aventuras de Tintim: O Cetro de Ottokar

Olá!

As Aventuras de Tintim. A obra-prima de Hergé. Estarei falando dos livros da série deste meu personagem preferido nos Quadrinhos. E vamos começar com o meu preferido de todos os 24 livros publicados: O Cetro de Ottokar.

Capa da edição Portuguesa do livro, pela
Editora Difusão Verbo.
Antes de começarmos a falar do livro, vamos conhecer um pouco mais do autor, Hergé:

Georges Prosper Remi foi um escritor e artista belga, que nasceu em 1907.

Hergé em frente às páginas de Tintim.

Começou a trabalhar com ilustrações em 1922, publicando na "Le Boy-Scout Belge", usando diversos pseudônimos até chegar, em 1924, no que consagrou-o como ele é conhecido hoje: Hergé. Este pseudônimo, na verdade, era uma leitura de seu nome invertido, onde as iniciais R e G, quando pronunciadas, soavam como "Hergé". Anos depois, em 1928, começou a trabalhar para o Le Vingtième Siècle, mais precisamente no caderno infantil, o Le Petit Vingtième. Em 1929, criou aquele que se tornaria seu maior personagem, Tintim.

De início, Tintim era publicado em tiras. Apenas depois
de uns anos é que as páginas semanais iniciaram.

De começo, as aventuras do jovem repórter belga eram um tanto quanto racistas. Hergé viria a dizer, mais tarde, que a falta de pesquisa e o limite de conhecimento, além de, claro, editores superiores, foram o que fizeram suas aventuras iniciais se tornarem o que são. Isso só terminou 5 anos depois da criação de Tintim, quando, em 1934, Hergé conheceu Tchang Tchong-Jen, estudante chinês que estava fazendo intercâmbio na Bélgica. Após ouvir sobre a China, com detalhes, Hergé decidiu documentar as aventuras que criava, colocando fatos históricos nas histórias.

Tchang acabaria homenageado nas histórias de Hergé,
com um personagem chamado Chang. Sua aparição foi no
livro "O Lótus Azul". Mais tarde, apareceria no álbum
"Tintim no Tibete".

A partir daí, "Tintim" ganhou um novo nível, com histórias muito mais reais, e temas diversos: contrabandos, sequestros, assassinatos, explorações e inclusive uma ida à Lua! Criou outros personagens famosos, com destaque para Quim e Filipe (Quick et Flupke), dois garotos que aprontam diversas em aventuras curtas. Hergé continuou desenhando e redesenhando As Aventuras de Tintim até sua morte, no dia 3 de março de 1983, onde deixou um álbum, "A Alfa-Arte", incompleto.

Agora que já conhecemos o autor, vamos à obra!

Bem, "O Cetro de Ottokar" é o oitavo livro das "Aventuras de Tintim". Saiu em páginas seriadas no Le Petit Vingtième entre Agosto de 1938 a Agosto de 1939, saindo, neste mesmo último ano, em livro preto-e-branco. Em 1947, Hergé redesenhou a aventura no famoso estilo de linha clara, e um álbum em cores foi lançado. Ambos os livros saíram pela Casterman. Aqui no Brasil, o álbum foi lançado por diversas Editoras, sendo a última e atual, a Companhia das Letras, pelo selo Quadrinhos na Cia.

Tintim frente ao Rei e Rainha da Sildávia.

Escolhi "O Cetro de Ottokar" como primeiro livro para resenhar pois este é meu álbum preferido.

A aventura começa com Tintim a encontrar uma pasta perdida em uma praça. O jovem repórter, então, vai até a casa do dono, o professor Nestor Calambique. Este revela a Tintim que é um sigilógrafo[1], e que está prestes a viajar para a Sildávia[2], para estudar mais sobre o país e o reino, e que está à procura de um secretário para o acompanhar. Tintim decide acompanhar o professor após ser ameaçado por bordurianos, e então se vê metido em uma conspiração contra o Rei sildavo, S. M. Muskar XII: tudo se resume ao cetro de Ottokar IV, um artefato que é passado de geração em geração e é o simbolo de soberania do Rei. Se o Rei perder o cetro, ele deve abdicar o trono. Bem, os bordurianos querem roubar o cetro para forçar a abdicação de Muskar e facilitar o domínio da Sildávia pela Bordúria[2]. Muita confusão acontece até a resolução de todos os problemas...

Milu com o cetro do Rei Ottokar IV na boca.

E você pode assistir esse episódio clicando abaixo!


E eu vou ficando por aqui.

Abraços!!

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Notas:
[1] Sigilografia é o estudo de selos.
[2] Sildávia e Bordúria são países imaginários criados por Hergé para as aventuras de Tintim.